Sapiência triste

Enquanto você aplaudir poemas medíocres,

Canções de amores comuns e a arte de um povo comum.... Serás feliz. Terás mil dentes para mostrar... A todo o momento,

Uma figura qualquer prenderá a sua atenção,

Um discurso de argumento parcos, irá te convencer.

Acreditarás que um vivente de uma esquina qualquer, tem dons especiais e que sua pregação poderá te salvar... Mas, quando puxares o véu e a clarividência te mostrar , o nu mesmo vestido... então, o teu riso cessará e não terás nenhuma porta de saída, tão pouco alguma te prenderá. Serás livre!

Finalmente a liberdade... Onde habita a tristeza.

Lidia Radke

quinta-feira, 25 de março de 2021

 

POEMA DE ESQUERDA


Dia e noite, e nas madrugadas de lua e frio,

paro, quando o cansaço do dia me vence

e sigo quando o sono fugiu…

e raia o sol e luto a luta, que me pertence.



Nascer viver e morrer deve ser o destino

Mas, ha os que nascem e têm uma longa morte

Sem bandeira, sem pátria e sem hino

A minha direita, a minha esquerda, no sul e no norte.



Com medo dos famintos, com seu ódio e fel

com medo, que lhes tomem as comidas e tesouros seus

Lhes disseram, que a fome e a dor abre as portas do céu

que devem orar, jejuar e serão amados por Deus.



E o pensamento da noite longa, sem efeito

só me induz de sair de mim e sentir o alheio.

Todos eles são da minha espécie têm minha fala, o meu jeito

Mas, agonizam a margem, aí que feio, ai que feio!



Maldito Planeta, criadouro de seres maus ?

Te quero azul, com paz justiça. sem exclusão !

Sem escola e oração, nos espreitarão com armas e paus

arrancando nos a vida, para comer o nosso pão.

Lídia Radke - 2018