POEMA DE ESQUERDA
Dia e noite, e nas madrugadas de lua e frio,
paro, quando o cansaço do dia me vence
e sigo quando o sono fugiu…
e raia o sol e luto a luta, que me pertence.
Nascer viver e morrer deve ser o destino
Mas, ha os que nascem e têm uma longa morte
Sem bandeira, sem pátria e sem hino
A minha direita, a minha esquerda, no sul e no norte.
Com medo dos famintos, com seu ódio e fel
com medo, que lhes tomem as comidas e tesouros seus
Lhes disseram, que a fome e a dor abre as portas do céu
que devem orar, jejuar e serão amados por Deus.
E o pensamento da noite longa, sem efeito
só me induz de sair de mim e sentir o alheio.
Todos eles são da minha espécie têm minha fala, o meu jeito
Mas, agonizam a margem, aí que feio, ai que feio!
Maldito Planeta, criadouro de seres maus ?
Te quero azul, com paz justiça. sem exclusão !
Sem escola e oração, nos espreitarão com armas e paus
arrancando nos a vida, para comer o nosso pão.
Lídia Radke - 2018
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