Sapiência triste

Enquanto você aplaudir poemas medíocres,

Canções de amores comuns e a arte de um povo comum.... Serás feliz. Terás mil dentes para mostrar... A todo o momento,

Uma figura qualquer prenderá a sua atenção,

Um discurso de argumento parcos, irá te convencer.

Acreditarás que um vivente de uma esquina qualquer, tem dons especiais e que sua pregação poderá te salvar... Mas, quando puxares o véu e a clarividência te mostrar , o nu mesmo vestido... então, o teu riso cessará e não terás nenhuma porta de saída, tão pouco alguma te prenderá. Serás livre!

Finalmente a liberdade... Onde habita a tristeza.

Lidia Radke

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O ADVOGADO

"Seu" Modesto diz que o judiciário não é confiável. E firme nessa ideia, ele me contou uma história triste.


Havia semanas que Pedro não dormia um sono de homem justo. Justo sim, pois como não ser se ele mesmo escolheu o caminho da justiça. Teve certeza disso desde o dia em que começou a entender sobre as profissões dos homens, até aquela gloriosa quarta feira em que recebera seu canudo. era ele então finalmente o Dr. Pedro. O advogado.


Por alguns intermináveis anos ele vivia envolvido com poucos processos os quais em geral perdera por arbitrariedade dos supremos. Ah! Supremacia . Quer queira ele ou não, havia sim dois códigos: A lei fria e imparcial e o codigo da mesquinhez humana, uma pratícula instalada em cada ser humano, até os mais ilibados a tinham, talvez muito bem escondida na escuridão da inconciência, outras vezes ela saltava aos olhos... Mas ela estava lá, com bases sólidas e dessa forma, tão forte quanto a própria lei. E agora ? Lute contra isso e abrir-se-a a trilha de um calvário tão longo quanto a própria vida, pensava Pedro, enquanto via no teto do seu quarto a imagem de Paulina enxugando as lágrimas após o Meretíssimo ter empurrado a sua razão para a vala da justiça paralela. Paulina perdera a razão pois lhe faltara o papel comprobatório. Talvez ele caira em outra vala, a vala aberta ao lado de sua modesta casa por onde corriam os dejetos sem importância e com eles foi também o papel de Paulina. Mas o juiz não quis saber da vala de Paulina nem de sua razão. Pobre Paulina, a justiça fora feita para os outros e à ela caberia a condenação.


Pedro, resolveu então, abandonar a toga e não se sabe ao certo o que foi fazer para ganhar a vida.


"Seu" Modesto acha que ele foi pilotar aviões.


Lídia Radke

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