Sapiência triste

Enquanto você aplaudir poemas medíocres,

Canções de amores comuns e a arte de um povo comum.... Serás feliz. Terás mil dentes para mostrar... A todo o momento,

Uma figura qualquer prenderá a sua atenção,

Um discurso de argumento parcos, irá te convencer.

Acreditarás que um vivente de uma esquina qualquer, tem dons especiais e que sua pregação poderá te salvar... Mas, quando puxares o véu e a clarividência te mostrar , o nu mesmo vestido... então, o teu riso cessará e não terás nenhuma porta de saída, tão pouco alguma te prenderá. Serás livre!

Finalmente a liberdade... Onde habita a tristeza.

Lidia Radke

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

COM PODERES NÃO SE BRINCA

Eu já vos contei, não me lembro quando e onde, sobre o poder do "Seu" Modesto, cuja concessão se deu porque ele tomado de indignação, certa vez rezou com toda a sua fé ao Todo-Poderosos, solicitando uma autodefesa. Não queiram por favor imaginar que "Se" Modesto é do tipo de vítima nata. Não , ao contrário, ele é um homem voltado à retidão de caráter e talvez seja essa a sua desgraça, afinal, ele não se encaixa muito neste mundo. Pois como ele mesmo diz: "grande percentagem dos seres humanos são estúpidos e falsos espertos, cujos olhares estão sempre voltados para si mesmo. Então, como suportá-los?
Nas lutas pela vida, negócios daqui, parcerias acolá e o resultado desses processos , trouxe para ele uma contenda que lhe tiraria várias noites de sono. Advogados , também mal intencionados, que pouco se importavam com que a justiça fosse sorrir para o "Seu" Modesto, na verdade o que lhes impulsionava em defendê-lo era tão somente o suposto dinheiro que receberiam à conclusão do processo que rolava no fórum da comarca onde nosso personagem residia.
"Seu" Modesto chegou cedo à audiência. E, enquanto esperava pelo seu adversário acompanhado de um advogado mal intencionado, ele observava a majestosa construção da casa da justiça e lá com seus pensamentos de pura indignação, ele lembrou do poder que lhe fora concedido noutros tempos. Poder esse, que não se usa assim de forma leviana, por ser avassalador demais e assim deve ficar guardado somente para ocasiões de extrema injustiça.
Provas documentais de toda sorte estavam nas mãos daquele desgraçado que se aproveitara da ingenuidade de "Seu" Modesto, para aplicar lhe seu golpe premeditado no princípio da parceria mercantil. Extorquir dinheiro ! esse foi o plano . e as provas foram construídas lentamente.Pasmo e sem fala, "Seu" Modesto ouviu a sentença dos Sr. Juiz que acreditou nas provas forjadas pelo larápio. E nada lhe restaria senão pagar uma falsa dívida , que a justiça tornou verdadeira.
Assim, não lhe restou outra alternativa. O poder! ."Seu" Modesto, olhou fixamente para o juiz e depois para seu adversário. pensou forte e exclamou!
_ Excelência, com todo respeito, isto é uma injustiça eu nada devo para este desgraçado. Vossa Excelência precisa acreditar na minha palavra
Queres saber? Que nenhum dentista cure a dor de dente que terás a partir de agora ! E tu, seu desgraçado. Virando se para o adversário. Terás uma eterna dor no cu.
Após essa manifestação, o juiz num impulso brusco, colocou a mão no queixo enquanto lhe rolavam lágrimas de dor. E o adversário dessa contenda deixou o tribunal com as duas mãos segurando as nádegas com um caminhar lento e gemidos contidos.
Alguns meses depois, segundo um dos advogados, o juiz fora visto caminhando lá pras bandas do Norte do Paraná com o queixo enfaixado e o adversário de Seu" Modesto teria morrido de dor no cu.
Lídia Radke

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