Sapiência triste

Enquanto você aplaudir poemas medíocres,

Canções de amores comuns e a arte de um povo comum.... Serás feliz. Terás mil dentes para mostrar... A todo o momento,

Uma figura qualquer prenderá a sua atenção,

Um discurso de argumento parcos, irá te convencer.

Acreditarás que um vivente de uma esquina qualquer, tem dons especiais e que sua pregação poderá te salvar... Mas, quando puxares o véu e a clarividência te mostrar , o nu mesmo vestido... então, o teu riso cessará e não terás nenhuma porta de saída, tão pouco alguma te prenderá. Serás livre!

Finalmente a liberdade... Onde habita a tristeza.

Lidia Radke

terça-feira, 11 de junho de 2024

 

 

REENCARNAÇÃO – A BRUXA E O SACRIPANTA

 Sou minha trisavó e  na fogueira queimei !

Perdi  a vida, por amor e por ler olhares e a sorte!

A batina não escondeu tua paixão, meu rei.

E o teu sacrilégio, nos condenou à morte.

 

Voltamos e  reconheci, os teus olhos, meu rei.

Agora, nesse tempo iluminado, eu te amo mais

E para sempre terei teu olhar. Eu sei.

Pois ainda pratico as clarividências ancestrais .

 

Não há mais celibato nesse tempo.

Amemos nos, sem hábitos e sem batinas.

Na grama, na cama ...No pensamento

E atrás do muro, daquela esquina.

 

Não fui  bruxa, nem fui santa,

Santo Oficio, sujo manto !

Condenou  um padre por me amar.

Que hoje é ateu e eu o amo tanto !!!

Lídia Radke. -

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