REENCARNAÇÃO – A BRUXA E O SACRIPANTA
Perdi a vida, por
amor e por ler olhares e a sorte!
A batina não escondeu tua paixão, meu rei.
E o teu sacrilégio, nos condenou à morte.
Voltamos e reconheci, os teus olhos, meu rei.
Agora, nesse tempo iluminado, eu te amo mais
E para sempre terei teu olhar. Eu sei.
Pois ainda pratico as clarividências ancestrais .
Não há mais celibato nesse tempo.
Amemos nos, sem hábitos e sem batinas.
Na grama, na cama ...No pensamento
E atrás do muro, daquela esquina.
Não fui bruxa, nem
fui santa,
Santo Oficio, sujo manto !
Condenou um padre
por me amar.
Que hoje é ateu e eu o amo tanto !!!
Lídia Radke. -
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